A magnífica plenitude da vida continua incólume, apesar das transformações por quais passa a sociedade. As diferentes camadas de consciência continuam sua subsistência. Cada qual caracterizando seu grupo afeito. Nesta dança de compreensões diante à nova condição de existência em que todos estão imersos, a vida continua seu fantástico caminho. Os egos se protegem, as crianças choram e os adultos estupefatos lançam mão às suas ferramentas e partem de novo à semeadura. Que o próprio diabo balance seu rabo pontiagudo, não será dessa vez que o verdadeiro homem tremerá. Não! Um homem já maduro só teme a Deus! A beleza de viver é mais intensa quando todo o mundo é posto de joelhos pela sabedoria divina da natureza. O povo já vem doente há séculos, só que agora está escancarado. Doentes de medo da realidade.
Essa providencial doença enlouquecerá os presunçosos e os porá nos seus devidos lugares. Como ratos assustados não conseguirão mais esconder sua pequenez. O medo será aumentado. Irá curvar a cerviz dos que se achavam grandes, mas não curvará, pelo contrário, aliviará a carga dos servos da verdade. Que estupendos dias são esses!
Isso é sofrimento, essa é a causa do sofrimento, aquilo a cessação do sofrimento e este o caminho para a sua cessação. Cada um terá exatamente o que merece. O sofrimento é fácil encontrar mas sua causa, cessação e caminho da cessação, para o tolo, é dificílimo. E é reconfortante saber disso.
As manhãs estão mais gloriosas, o dia todo um mar de tranquilidade e a noite nunca foi tão acolhedora. Que dias maravilhosos. Aos que caem mortos serão justificados. Deus os tem, não há porque se lamentar. Nossa boa educação nos isenta de reverências aos mortos, que sabemos, são levados diariamente todos os dias em misericórdia dos que ficam. Não é de agora, sempre foi assim. Aguardamos nossa hora com júbilo e alegria, pois somos hoje testemunhas do beneplácito de nosso Senhor em nossa garantia por mais um dia incrível dessa nossa curta vida.
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