Existe uma corrente de pensamento que sugere que o próprio pensamento é uma coisa ruim e portanto deveria ser evitado. Apenas agir, sem pensar. No dia a dia vemos que uma grande parte da população adere incondicionalmente a uma variante deste preceito. O pensamento é encarado apenas como uma ferramenta a ser usada com fins práticos, e o bom da vida é simplesmente não pensar em nada. Prefere-se abafar qualquer traço de pensamento, utilizando-se, por exemplo, de ruídos intermitentes como a música. O pensamento refinado, para tal, necessita de silêncio. Então basta ao acordar mergulhar a mente rapidamente na música, para que distraída, não pense, sendo arrastada na superfície de suas possibilidades, embalada pelo ritmo. O pensamento é algo realmente desprezado. Tido como vilão, causador de preocupações e aflições. Melhor então é não pensar.
De alguma forma esse temor pelo pensamento é justificável. O pensamento possui uma essência livre. O pensamento identifica-se com o próprio ser do pensador. O corpo parece ser a fonte da alegria e do prazer, o pensamento da tristeza e do sofrimento.
Mas o pouco cuidado com esta entidade, o pensamento, leva o homem a uma direção que ele evitaria a todo custo se a soubesse. A insanidade, em seus diversos graus.
O pensamento é a luz da consciência, alimentado pela compreensão. O pensamento individual é a matéria prima do bem-estar íntimo. Deixar de cuidar dele quando se tem a oportunidade de fazê-lo é o mesmo que protelar a tarefa mais importante da vida.
Fugir do pensar, seja pelos ruídos musicais ou quaisquer outras distrações, jogando fora a oportunidade de cuidar daquilo que realmente importa, é o que podemos chamar de autêntica burrice.
Certo dia, quando as dores naturais, inevitáveis da vida, começarem a aumentar sua frequência, no estertor do desespero, que virá inevitavelmente para cada um de nós, nestes dias, o bote salva vidas, que é o pensamento, furado, vai te levar ao fundo igual uma pedra na água. De fato, presumo, que esse bote furado é a incapacidade de pensar com clareza. Então a sua falta de compreensão da vida o levará diretamente às guarras de outro ser pensante qualquer, que saiba pensar melhor do que você, e te arrastará como presa, nas delícias do devoramento, de forma potente, impondo-lhe seu poder mental, e te despedaçando ao bel-prazer da vontade.
Este é o destino destes patetas que desprezam o pensamento, farreando o corpo no mundo das aparências passageiras.
De alguma forma esse temor pelo pensamento é justificável. O pensamento possui uma essência livre. O pensamento identifica-se com o próprio ser do pensador. O corpo parece ser a fonte da alegria e do prazer, o pensamento da tristeza e do sofrimento.
Mas o pouco cuidado com esta entidade, o pensamento, leva o homem a uma direção que ele evitaria a todo custo se a soubesse. A insanidade, em seus diversos graus.
O pensamento é a luz da consciência, alimentado pela compreensão. O pensamento individual é a matéria prima do bem-estar íntimo. Deixar de cuidar dele quando se tem a oportunidade de fazê-lo é o mesmo que protelar a tarefa mais importante da vida.
Fugir do pensar, seja pelos ruídos musicais ou quaisquer outras distrações, jogando fora a oportunidade de cuidar daquilo que realmente importa, é o que podemos chamar de autêntica burrice.
Certo dia, quando as dores naturais, inevitáveis da vida, começarem a aumentar sua frequência, no estertor do desespero, que virá inevitavelmente para cada um de nós, nestes dias, o bote salva vidas, que é o pensamento, furado, vai te levar ao fundo igual uma pedra na água. De fato, presumo, que esse bote furado é a incapacidade de pensar com clareza. Então a sua falta de compreensão da vida o levará diretamente às guarras de outro ser pensante qualquer, que saiba pensar melhor do que você, e te arrastará como presa, nas delícias do devoramento, de forma potente, impondo-lhe seu poder mental, e te despedaçando ao bel-prazer da vontade.
Este é o destino destes patetas que desprezam o pensamento, farreando o corpo no mundo das aparências passageiras.
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