A imaginação dribla a realidade, amortecendo o impacto de grandes revelações. Ao profundo tédio existencial impõe-se uma película de imaginação que transforma o fato bruto em algo mais significativo. Essa nova realidade encapada por esta película psicológica lapida uma representação menos crua, deixando um pouco mais leve o peso da existência. O fato é muito simples, vou morrer. É muito duro levantar o dia encarando somente a visão material. Tem-se que colorir os fatos, torná-los mais palatável ao café da manhã, e segurar a beleza até o final do dia, mesmo sabendo que a verdade final é simples.