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Mostrando postagens de novembro, 2016

Mais um pouco de nada

   A sociedade é uma ilusão coletiva. E como tal, seus concidadãos, gostam de se iludir reciprocamente. O jeito mais fácil é conversar sobre temas comuns, abrangentes. Futebol, putaria e política. Se você quer se entrosar com estes cidadãos, dê opinião sobre estes temas. Quanto maior a convicção mais atenção receberás. Diga que o presidente é um pulha, pronto, isso já é um começo. Depois discorra sobre uma trama urdida entre os políticos. A distância da sua pessoa e sua insignificância perante os acontecimentos do poder não importa. Só de falar sobre o poder você faz parte dele, é um agente importante, um sabedor da coisas toda. Entre um gole e outro os rumos das potências mundiais são discutidos com todo fervor. É de suma importância avisar os amigos sobre os importantes acontecimentos que afetam toda a humanidade. De um lado suscitando o ódio que os inimigos da pátria merecem, de outro, a fidelidade incondicional ao que é certo.     Mar de loucura e peste. ...

Assim sendo

   As palavras, que se contam em milhares, são poucas pra descrever a realidade. A onda de sensações que um ser humano é capaz de absorver é tão ampla que qualquer tentativa de descrevê-la é patética. Por isso tantos desprezam a filosofia e a literatura. Não descreve. Simplesmente é falso é reducionista. Ame que seja as cultas descrições e declarações da vida, nada é mais perfeito e belo que o simples viver. Que drama fantástico o dos escritores que se almejam capazes de descrever o indescritível. Louvores lhe sejam dados, derrotados eternos de tez altiva. Pois por incrível que pareça, esse doce menos do que nada, que é escrever, ainda faz parte do todo e saúda o impossível de prender o livre solto viver. Doce ilusão. Paixão irrefreável do ser. Nada é mais lindo que a potentade do simples ser. Meus dignos pesares a todos que escrevem, que labutam o impossível na tarde que resplandece a incrível visão do entardecer. O círculo, o mágico ser, meu amor eterno, a vida sem limites ...