Eu estava dando uma olhada em alguns livros sobre sucesso financeiro e pessoal. Percebi que, apesar do apelo sensacionalista, muito do que ali é dito faz sentido e é proveitoso. Mas o que mais me chama a atenção é que todos que olhei se baseiam numa receita de disposição mentalista. Fazem crer que a fórmula do sucesso e da felicidade está no pensamento positivo consciente. E eu também creio nisso. No entanto para mim, talvez por uma limitação pessoal, sugestões tão simples assim não me dão segurança suficiente para sustentar um pensamento positivo por longo tempo. Preciso de algo mais detalhado. Este texto é uma tentativa de esmiuçar essa proposta de ter um pensamento positivo forte com o intuito planejado de ser mais feliz.
Deixo claro que sou completamente a favor do mentalismo, seja lá o que isso signifique. Pois ao meu ver a felicidade só pode ser descrita em termos mentais. Ou será que estou errado e a mão pode ser feliz sem a mente? O pé poderia ser feliz sem a mente que o domina? E assim por diante. Então a felicidade só pode estar na mente, e em nenhum outro lugar. Com relação ao escopo da validade mental poderíamos também perceber o seguinte: o homem é menos do que pó em relação ao universo. É um pontinho infinitamente pequeno perante a grandeza do cosmos. Isso é um fato. Portanto existe um infinito acima do homem. E também é o homem um extraordinário gigante comparado com uma ameba. Se o compararmos então com um átomo, com os elétrons, quarks, bosón de riggs etc... o homem terá outra direção ao infinito. Resumindo, em qualquer situação que nos encontremos, teremos uma complexidade infinita tanto acima quanto abaixo. Para ser mais exato, pelo menos à minha limitada compreensão, o infinito se estende do homem em todas as direções. Dito isso, se até aqui fui claro, quando me refiro à mente como fundamento da felicidade, estou apenas fazendo uma simplificação e firmando um ponto de partida ao nosso discurso. Poderíamos ir mais adiante ou retrocedermos um pouco mais e dizer que não, que o fundamento da felicidade é o espírito, a alma, ou qualquer outro ponto de partida. A mente como princípio de nossa identidade é apenas uma escolha arbitrária para efeito de simplificação. A mente é o meio termo entre aquilo que não consigo expressar como fundamento, por ser muito etéreo e complexo, e entre aquilo que é muito material e grosseiro para ser dito como o verdadeiro "eu". Por exemplo, dizer que o pensamento é uma corrente físico-química cerebral, e que o "eu" é uma ilusão dessa corrente, pode até ser verdadeiro, mas não ajuda em nada e não leva a lugar algum. E dizer que sou uma alma encarnada que veio não se sabe de onde e vai para não se sabe aonde, também não ajuda muito. Agora, quando digo que a minha mente, que logicamente possuo, a sinto e percebo sua existência, é o centro dos meus problemas tanto quanto da minha felicidade, isso é completamente compreensível e assimilável. Então partiremos da mente como nosso objeto de estudo.
Até hoje, desde que aprendi as leis de Newton sobre a inércia, fico maravilhado com tal coisa. Como pode um objeto estando em movimento e se nenhuma outra força agir sobre ele, continuar em movimento para sempre? Parece antinatural uma lei dessas. Tudo ao nosso redor parece só se movimentar se uma força agir sobre o corpo. É lógico portanto que pensemos que a lei correta seria a estagnação. Os objetos sempre tendem a ficar parados. Mas não, seguem a lei da inércia. E o que vemos sobre a Terra, que tudo parece tender à imobilidade, é apenas um efeito da ação de diversas forças, incluindo a gravidade. Instintivamente consideramos que nada vai pra frente se não lhe for aplicado esforço contínuo. Mas não é assim. Basta somente um empurrão e pronto, a lei da inércia fara o resto. Acredito que existe uma lei da inércia na mente também.
O que é a felicidade? A resposta é muito simples. É só lembrar quando sofrestes com alguma doença ou período de intensa dor física mais prolongada. Nesses momentos a felicidade se torna claramente a ausência de dor, desejada ardentemente. Quando estamos preocupados ou ansiosos a felicidade seria paz de espírito. Felicidade só pode ser definida nestes termos, acho eu. Utilizando-se o seu contrário. É claro, também, que não podemos confundir felicidade com alegria. A alegria é algo que ocorre momentaneamente, explodindo aqui e ali de forma repentina devido a algum acontecimento específico. Já a felicidade parece ser um estado natural, um movimento inercial positivo, se nenhuma força mental dissonante a perturbar.
Um foguete à propulsão de enorme força química explosiva é lançado ao espaço. Assim que ultrapassa as camadas atmosféricas, no espaço, continuará sua viagem indefinidamente. Agora segue pela inércia com apenas pequenos desvios pela força gravitacional dos distantes corpos celestiais. A mente também, ao meu ver, segue um padrão semelhante ao foguete espacial. Com a diferença de poder ser lançada várias vezes com destinos diferentes. A mente parece-me funcionar por hábitos mentais. Após adquirir certos hábitos, que são similares à propulsão de pensamentos, os lançará sempre na direção de determinada disposição, ou melhor, direção. Uma mente que tenha sua plataforma de lançamento fixada na negatividade, na contradição, na fé cega, ganância, desejos espúrios, prazer carnal, lançará seus pensamentos foguetes, que depois de alcançar determinada altura seguirão rumo tenebroso em direção a um buraco negro.
O que é a depressão? Um hábito mental. A depressão é um hábito mental. Pode alguém me contrariar nessa assertiva? Creio que não. A depressão ocorre mesmo quando uma pessoa está rodeada de riquezas materiais, de sucesso ou grande estima. Portanto a causa da depressão só pode ser interna. E mental. Parece lógico, não? Mas então por que tratam a depressão com comprimidos? Um comprimido é capaz de alterar a disposição mental, ou melhor, o hábito mental será modificado por agentes externos materiais? É claro que não. Os remédios podem em última instância atuar como um analgésico, mas a operação interna tem que ser realizada neste ínterim. Se aplicado somente o analgésico e não for executado a cirurgia, ou seja, a mudança do hábito mental, assim que se tirar o analgésico, o tumor poderá inclusive estar maior, e toda a dor retornará. Então a solução seria tomar analgésico a vida toda? Muitos psiquiatras dizem que sim.
A grande questão sobre a depressão, e me desculpem, eu posso falar sobre depressão com autoridade, é que a operação de sua eliminação além de ser demorada, pois requer um redirecionamento de todas as plataformas de lançamento dos pensamentos, também só pode ser efetuada por uma única pessoa, sozinha, ela mesma. Isso tudo exige muito trabalho, força e disciplina. Tudo o que justamente a própria depressão retira da pessoa. Acredito também que o direcionamento mental equivocado, resultando em depressão, tem efeitos diversos em pessoas diferentes. Uma pessoa sã, por exemplo, que com o tempo vai se tornando confusa, raivosa, ou qualquer outra característica estranha, mesmo que não confesse sua insatisfação pessoal, poderia estar em depressão. A depressão, assim como o câncer, possui muitas causas e se apresenta ou em partes ou em todo o organismo. A diferença é que o câncer não pode ser curado por uma mudança mental, a não ser em estágios muito primários, acredito, quando a atividade mental é que atuará nos hábitos físicos que promoverão o desenvolvimento do câncer. A depressão por sua vez só pode ser curada ou revertida em qualquer grau por atitudes mentais contrárias à sua causa. É um problema mental e portanto só pode ser eliminado pela mente.
==> continuar
Deixo claro que sou completamente a favor do mentalismo, seja lá o que isso signifique. Pois ao meu ver a felicidade só pode ser descrita em termos mentais. Ou será que estou errado e a mão pode ser feliz sem a mente? O pé poderia ser feliz sem a mente que o domina? E assim por diante. Então a felicidade só pode estar na mente, e em nenhum outro lugar. Com relação ao escopo da validade mental poderíamos também perceber o seguinte: o homem é menos do que pó em relação ao universo. É um pontinho infinitamente pequeno perante a grandeza do cosmos. Isso é um fato. Portanto existe um infinito acima do homem. E também é o homem um extraordinário gigante comparado com uma ameba. Se o compararmos então com um átomo, com os elétrons, quarks, bosón de riggs etc... o homem terá outra direção ao infinito. Resumindo, em qualquer situação que nos encontremos, teremos uma complexidade infinita tanto acima quanto abaixo. Para ser mais exato, pelo menos à minha limitada compreensão, o infinito se estende do homem em todas as direções. Dito isso, se até aqui fui claro, quando me refiro à mente como fundamento da felicidade, estou apenas fazendo uma simplificação e firmando um ponto de partida ao nosso discurso. Poderíamos ir mais adiante ou retrocedermos um pouco mais e dizer que não, que o fundamento da felicidade é o espírito, a alma, ou qualquer outro ponto de partida. A mente como princípio de nossa identidade é apenas uma escolha arbitrária para efeito de simplificação. A mente é o meio termo entre aquilo que não consigo expressar como fundamento, por ser muito etéreo e complexo, e entre aquilo que é muito material e grosseiro para ser dito como o verdadeiro "eu". Por exemplo, dizer que o pensamento é uma corrente físico-química cerebral, e que o "eu" é uma ilusão dessa corrente, pode até ser verdadeiro, mas não ajuda em nada e não leva a lugar algum. E dizer que sou uma alma encarnada que veio não se sabe de onde e vai para não se sabe aonde, também não ajuda muito. Agora, quando digo que a minha mente, que logicamente possuo, a sinto e percebo sua existência, é o centro dos meus problemas tanto quanto da minha felicidade, isso é completamente compreensível e assimilável. Então partiremos da mente como nosso objeto de estudo.
Até hoje, desde que aprendi as leis de Newton sobre a inércia, fico maravilhado com tal coisa. Como pode um objeto estando em movimento e se nenhuma outra força agir sobre ele, continuar em movimento para sempre? Parece antinatural uma lei dessas. Tudo ao nosso redor parece só se movimentar se uma força agir sobre o corpo. É lógico portanto que pensemos que a lei correta seria a estagnação. Os objetos sempre tendem a ficar parados. Mas não, seguem a lei da inércia. E o que vemos sobre a Terra, que tudo parece tender à imobilidade, é apenas um efeito da ação de diversas forças, incluindo a gravidade. Instintivamente consideramos que nada vai pra frente se não lhe for aplicado esforço contínuo. Mas não é assim. Basta somente um empurrão e pronto, a lei da inércia fara o resto. Acredito que existe uma lei da inércia na mente também.
O que é a felicidade? A resposta é muito simples. É só lembrar quando sofrestes com alguma doença ou período de intensa dor física mais prolongada. Nesses momentos a felicidade se torna claramente a ausência de dor, desejada ardentemente. Quando estamos preocupados ou ansiosos a felicidade seria paz de espírito. Felicidade só pode ser definida nestes termos, acho eu. Utilizando-se o seu contrário. É claro, também, que não podemos confundir felicidade com alegria. A alegria é algo que ocorre momentaneamente, explodindo aqui e ali de forma repentina devido a algum acontecimento específico. Já a felicidade parece ser um estado natural, um movimento inercial positivo, se nenhuma força mental dissonante a perturbar.
Um foguete à propulsão de enorme força química explosiva é lançado ao espaço. Assim que ultrapassa as camadas atmosféricas, no espaço, continuará sua viagem indefinidamente. Agora segue pela inércia com apenas pequenos desvios pela força gravitacional dos distantes corpos celestiais. A mente também, ao meu ver, segue um padrão semelhante ao foguete espacial. Com a diferença de poder ser lançada várias vezes com destinos diferentes. A mente parece-me funcionar por hábitos mentais. Após adquirir certos hábitos, que são similares à propulsão de pensamentos, os lançará sempre na direção de determinada disposição, ou melhor, direção. Uma mente que tenha sua plataforma de lançamento fixada na negatividade, na contradição, na fé cega, ganância, desejos espúrios, prazer carnal, lançará seus pensamentos foguetes, que depois de alcançar determinada altura seguirão rumo tenebroso em direção a um buraco negro.
O que é a depressão? Um hábito mental. A depressão é um hábito mental. Pode alguém me contrariar nessa assertiva? Creio que não. A depressão ocorre mesmo quando uma pessoa está rodeada de riquezas materiais, de sucesso ou grande estima. Portanto a causa da depressão só pode ser interna. E mental. Parece lógico, não? Mas então por que tratam a depressão com comprimidos? Um comprimido é capaz de alterar a disposição mental, ou melhor, o hábito mental será modificado por agentes externos materiais? É claro que não. Os remédios podem em última instância atuar como um analgésico, mas a operação interna tem que ser realizada neste ínterim. Se aplicado somente o analgésico e não for executado a cirurgia, ou seja, a mudança do hábito mental, assim que se tirar o analgésico, o tumor poderá inclusive estar maior, e toda a dor retornará. Então a solução seria tomar analgésico a vida toda? Muitos psiquiatras dizem que sim.
A grande questão sobre a depressão, e me desculpem, eu posso falar sobre depressão com autoridade, é que a operação de sua eliminação além de ser demorada, pois requer um redirecionamento de todas as plataformas de lançamento dos pensamentos, também só pode ser efetuada por uma única pessoa, sozinha, ela mesma. Isso tudo exige muito trabalho, força e disciplina. Tudo o que justamente a própria depressão retira da pessoa. Acredito também que o direcionamento mental equivocado, resultando em depressão, tem efeitos diversos em pessoas diferentes. Uma pessoa sã, por exemplo, que com o tempo vai se tornando confusa, raivosa, ou qualquer outra característica estranha, mesmo que não confesse sua insatisfação pessoal, poderia estar em depressão. A depressão, assim como o câncer, possui muitas causas e se apresenta ou em partes ou em todo o organismo. A diferença é que o câncer não pode ser curado por uma mudança mental, a não ser em estágios muito primários, acredito, quando a atividade mental é que atuará nos hábitos físicos que promoverão o desenvolvimento do câncer. A depressão por sua vez só pode ser curada ou revertida em qualquer grau por atitudes mentais contrárias à sua causa. É um problema mental e portanto só pode ser eliminado pela mente.
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