O serviço público caracteriza-se por três fatores: incompetência, burrice e covardia. São ingredientes que se misturam e muitas vezes é difícil identificar cada um em separado. A burrice brasileira é endêmica, isto é um fato incontestável, veja o desempenho nacional. E chegamos a este ponto de forma intencional através da ideologia social e coletiva. Você já parou pra pensar quais feitos históricos notáveis um coletivo foi capaz de realizar? Quando foi que uma assembléia decidiu o rumo dos acontecimentos de forma inteligente? Nunca! O coletivo nada mais é do que uma confusão de pensamentos, cada um puxando para um lado. As decisões tomadas em coletivos ou assembléias nada mais são do que um consenso à força imposto pela base mais ignorante dos constituintes. Toda invenção que ajudou no desenvolvimento da humanidade foi realizada por indivíduos, não por coletivos. E o serviço público é regido pela batuta de resoluções políticas extraídas de reuniões coletivas, onde somente o que atende à camada mais numerosa e intelectualmente mais baixa é referendada. Ou seja, a mediocridade reina. Uma educação forjada em preceitos coletivos não pode ter outro resultado além da mais baixa qualidade e mais pura mediocridade dos interesses imediatos. Relegados a essa governança política, as entidades públicas são dirigidas sempre pelos anseios do que há de mais baixo na sociedade. A vontade atendida é a vontade do escravo. E o escravo, inculto, inquieto, ansioso e prisioneiro de amarras que não vê, por não ter capacidade para enxergar, cego para ideias ou pensamentos mais elevados, esgarçado e pisoteado por sua condição de ignorância, leva a sociedade por um único caminho: a pobreza! A distorção pérfida da máxima de que "somos todos iguais perante a lei" transformada em "somos todos iguais em merecimento", é a demonstração mais pura da aberração do pensamento dito coletivo.
O sofrimento interior vem em lufadas intermitentes. Escolho ações para, na sua execução, o sofrimento amenizar sua fúria. Percebo que muitas vezes o sofrimento está ligado ao passado ou ao futuro. O jeito então é me recolher no presente.
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