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O Diálogo - parte I

Delimitação do campo do diálogo:

Quando se tem um objetivo claro daquilo que se diz, o campo é delimitado por si mesmo, como podemos ver nas conversas fúteis, onde o objetivo que se quer alcançar é óbvio, nada.
Mas adentramos em metas que não nos é evidente o objetivo. E são justamente estas que nos são mais caras. Basta imaginar um cenário onde um ser humano só se dedica àquilo que lhe é evidente, aos olhos, às mãos, à sua mentalidade. Neste caso teríamos um prisioneiro de uma ilusão material.

Pois axiomático é, que o homem é curioso por natureza. E a curiosidade é, naquilo que ela não sabe o que é. Se soubesse não seria curiosa. Então é importante para a saúde de toda pessoa, encantar-se com aquilo que desconhece. Sem essa premissa racional, o homem não é mais que um robô.


Definição de termos:

Aquilo que pode parecer de uma certa forma em determinada hora, pode ser absolutamente outra coisa. É absolutamente necessário a correspondência de compreensão entre os interlocutores. E essa correspondência precisa estar fundada na convenção definitiva do significado de todos os principais termos a serem utilizados no diálogo. Sem esta prévia definição vocabular, corre-se o risco de debaterem o mesmo tema quando na verdade estão compreendendo tudo diferente. Isso ocorre com mais frequência quanto mais elevado for o grau de abstração e seriedade do diálogo. Ou seja, a definição e a interpretação dos termos devem ser tão nítidos quanto a luz do sol.

Desconhecimento: não ter conhecimento anterior sobre o assunto.
Ignorância: teimosia em não querer saber sobre o assunto.

Corolário: Desconhecimento é absolutamente normal e aceitável. Já a "ignorância" é característica de seres renitentes, que não desejam aprender nada além do alcance de suas mãos.

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