Fico imaginando a extensão do pântano. Sapos coaxam por todos os lados. A quantidade de criaturas atoladas nessa lama intelectual é espantosa. Grilos, moscas, mosquitos, larvas, vermes e um insuportável cheiro de merda. A luz penetra bruxuleante por entre a espessa folhagem de árvores espinhosas. Os insetos desse lugar fedorento são fragmentos de pensamentos, soltos, frenéticos, nervosos, de curta vida. Tudo aqui é contaminante e penetra nos poros da mente. Talvez por isso eu não consiga avaliar a extensão do problema.
O sofrimento interior vem em lufadas intermitentes. Escolho ações para, na sua execução, o sofrimento amenizar sua fúria. Percebo que muitas vezes o sofrimento está ligado ao passado ou ao futuro. O jeito então é me recolher no presente.
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