Na antiguidade os mestres sofistas ensinavam os alunos a arte de vencer um debate. Acreditando que o homem é a medida de todas as coisas, a verdade sendo relativa, no fundo o que ensinavam era enganar os outros. Com um discurso afinado em retórica, os sofistas, assim como todos políticos, venciam os debates sem se importar com a verdade. Os sofistas de hoje, que labutam seu precioso salário nas faculdades, escolas públicas e privadas, deram um novo formato à sofística. Agora eles não ensinam os alunos a enganar os outros, eles ensinam os alunos a enganarem-se a si mesmo.
O sofrimento interior vem em lufadas intermitentes. Escolho ações para, na sua execução, o sofrimento amenizar sua fúria. Percebo que muitas vezes o sofrimento está ligado ao passado ou ao futuro. O jeito então é me recolher no presente.
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