Meu filho dorme. Tem hora que dá muita saudade dele, mesmo quando está aqui do meu lado. Meu amigo inseparável do dia a dia. Hoje levo ele e trago os dois menores, quer dizer, um menor do que eu e outro maior do que eu. Johan tem 12 anos, calça 44. Eu com muito custo calço 39. Mas enfim, a forma do menino não importa, o que importa é o menino. A criança que ainda vive com toda sua pujança em todos três. Eric fez 15. Yago 9, eu 44. Parece mentira, tenho a idade do tamanho do pé de meu filho, 44. Isso só pode ser coisa boa. Talvez signifique 44 anos de pés. Ou 44 chutes na bunda que levei. Não sei. De qualquer forma não importa. O que interessa é que hoje vou ver minhas crianças. Nós somos um grupo fechado, de amigos. A única coisa que quero de meus filhos é amizade. O resto são confetes. Tenho esses caras comigo, que são meus camaradas. Me levam com eles pra passear. Contamos piadas. Almoçamos, jantamos e lanchamos juntos. E até dormimos na mesma casa. Somos os mais amigos de todos. E é só isso que interessa.
O sofrimento interior vem em lufadas intermitentes. Escolho ações para, na sua execução, o sofrimento amenizar sua fúria. Percebo que muitas vezes o sofrimento está ligado ao passado ou ao futuro. O jeito então é me recolher no presente.
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