A felicidade constante precisa ser buscada. O pensamento nas suas ininterruptas lucubrações pode tanto favorecer um estado de beatitude quanto de sofrimento. As vicissitudes corporais estão fora de nosso controle, portanto não há meios de evitar o aborrecimento físico. Deste modo, quanto à vida corporal, a aceitação da dor e dos padecimentos físicos é pacífica, já que não há realmente felicidade externa constante. No entanto a vida humana caracteriza-se principalmente pela existência da razão e do pensamento. Este por sua vez é o agente tanto das maiores agruras quanto dos maiores êxtases. Ao meu ver ele é a chave da felicidade suprema e constante. Da mesma forma que o corpo não é uma máquina autônoma, também a mente não o é. Ambos agem segundo adestramentos, mas o próprio adestramento, pode, imagino, ser escolhido.
O sofrimento interior vem em lufadas intermitentes. Escolho ações para, na sua execução, o sofrimento amenizar sua fúria. Percebo que muitas vezes o sofrimento está ligado ao passado ou ao futuro. O jeito então é me recolher no presente.
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