Acordei com o som da geladeira. Droga, não me avisaram que essa porcaria fazia tanto barulho. Como se fosse um choque elétrico, BBZUUUUUUMMMmmmmmmmm. Pelo menos não foi um pernilongo, acordar de pernilongo é um saco.
De manhã minha mente faz igual geladeira, liga no tranco, a mil por hora. E não sei porquê gruda no primeiro problema ou preocupação que encontra.
Hoje a tristeza veio da constatação da pouca capacidade reflexiva da galera em geral. E depois chego à conclusão de que é bobagem raciocinar por este prisma. Porque, de um lado, tem aqueles, não sei quem, que tem mais capacidade que eu, e por outro lado, nada se pode fazer a respeito da ignorância alheia. Deixar de ser burro é uma questão de princípios morais, quem não tem não moral não se dá ao luxo de deixar de sê-lo. Não há moral que preste sem inteligência, nem o inverso. Não digo da ciência, que é neutra, ciência não é inteligência, é uma ferramenta, só isso. Digo da necessidade de conhecimento, inata nuns, ausente noutros. E também não é daqueles conhecimentos superiores, que dizem respeito a coisas futuras ou distantes de nós. É sobre o conhecimento de fato, do dia a dia, dos afazeres e sobre as relações humanas, como são, como deveriam ser pra que todo mundo se desse bem. É sobre aquele conhecimento do respeito à opinião alheia, mas com mais respeito ainda à lógica dos fatos e dos argumentos. Como diria um irmão: - Cadê o respeito com a dialética!!? hahaha, essa foi boa. Mas é isso mesmo. Cadê o respeito com o tratamento das questões? Cadê a sobriedade mínima para estudar a solução? Onde está a inteligência quando se apresenta o problema e ao invés de focar logo na solução fica-se debruçado indefinidamente no problema? E pior, passa de um problema a outro sem tocar em solução nenhuma. O mundo apresenta seus desafios, que podem ser encarados como "brinquedo de criança grande". Mas não é pra chorar, é pra brincar de resolver. Mas não. O desafio acaba se resumindo num só, como fazer pra esse povo parar de chorar e começar a fazer alguma coisa que preste? Mas não pode ser de qualquer jeito. Esse jeito de resolver de supetão, sem analisar primeiro, que é uma forma característica de quem não sabe o valor do raciocínio bem elaborado, jeito típico do sujeito mandão, bobão, fanfarrão, desse tipo falador que não consegue segurar a língua nem um instante na ânsia de resolver tudo sem pensar nada, dessa forma não resolve. A solução sempre é mais difícil do que parece ser, de outra forma não existiria o problema.
Pois é, foi pensando mais ou menos assim que amanheci hoje. Agora são 05:49 e preciso me arrumar e ir pro serviço...
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