Pular para o conteúdo principal

Pandemia de ignorância

    A tecnologia presenteou a humanidade com uma condição a que ela não estava preparada de todo. Muito rapidamente o conforto e a informação tornaram-se bem público, antes que a maioria estivesse preparada ou merecedora de tais benesses. O resultado estamos vendo agora. Uma desarrazoada reação geral a um problema básico de saúde. O ser humano possui uma estratégia única de sobrevivência em comparação com todos os outros seres vivos. Somente o ser humano possui imaginação. E através dela consegue ser criativo, transforma o mundo a seu redor e adapta-se à realidade utilizando-se desse poder. Mas há um preço a pagar por isso. Ele está à mercê da loucura. Quando a imaginação, impulsionada pela força de vontade, rejeita a dura realidade, corre o perigo de levar o indivíduo a uma vida de fantasia, irreal e irracional. A ciência, a mesma que proporcionou este conforto e informação ao indivíduo, desprezada por adeptos de uma visão supersticiosa fácil, tornou-se vilã na mente indisciplinada e mau educada de muita gente. A inteligência começa a tornar-se tão rara quanto em tempos antigos em que não havia nenhuma informação e conforto, quando a grande maioria morava em cabanas e afastados de toda a educação. Hoje estamos sendo chamados à compaixão ao próximo. Compreendemos que o problema não é um antagonismo entre religião contra a ciência, como parece aos estultos, e sim a falta tanto de um quanto de outro. Moral religiosa e inteligência científica são mutuamente necessários, caso contrário sobrevêm a loucura. 

Comentários